?Veja este comentário avalizando meu discurso sobre dedicação= Um Tom Jobim, um
Vinícius de Moraes, um Baden Powell... a elite da MPB pode ser muitíssimo divulgada por
esse meio. Mas... que estranho! Esta elite toda já faleceu! Se não faleceu ainda...
está em extinção. E há um motivo para isso. Ora, um músico realmente bom precisa
investir em sua carreira. Não se faz bons trabalhos sem muito de esforço, sem muito de
dedicação. Isso requer tempo e dinheiro. Hoje em dia, porém, parece impossível
fazer isso. Um músico não consegue se sustentar, ou ter um razoável nível de
vida, com a sua profissão. Ninguém mais compra Cds originais. Desta forma, a
qualidade vai baixando........ Clique este quadradinho pra ler mais
==> Themis Leal
em 16/11/2002
Compositores das músicas do CD JECARÉ (músicas JUNINAS)=
01 FESTA NA ROÇA (Hino das festas juninas
uma das canções preferidas para dançar a quadrilha é
"Festa na roça", de Mario Zan. http://www.colegioantares.com.br/saibamais/24-Junino.htm
Acredito que
não haja um brasileiro que não tenha escutado ou dançado uma quadrilha ao som de
Festa na Roça, de Mário Zan.02 Antonio, Pedro e João
Benedito
Lacerda= Um dos flautistas mais famosos e inovadores da
música brasileira, estudou flauta no Instituto Nacional de Música. Tocou em bandas
militares e orquestras de cinema e teatro antes de entrar para o rádio, nos anos 30, com
seu consagrado grupo, o Regional de Benedito Lacerda.Osvaldo Santiago (Osvaldo Néri Santiago), compositor e poeta nasceu no Recife PE 26/5/1902 e
faleceu no Rio de Janeiro RJ em 29/8/1976. Passou a infância em São Caetano PE e a
juventude em Recife, estreando como poeta, em 1923, com o livro No reino azul das
estrelas. No mesmo ano, escreveu sua primeira letra de música, para uma composição
de Nelson Ferreira, interpretada por Laís Areda, na revista Mademoiseile Cinéma,
da Companhia Vicente Celestino.
Em 1924, ainda em Recife, fundou a revista Rua Nova e dois
anos depois lançou seu segundo livro de poemas, Gritos do meu silêncio, cujo
êxito o animou a ir para o Rio de Janeiro RJ.
Em 1929, ano em que sua revista Rua Nova deixou de ser
editada, teve sua primeira composição gravada, na Columbia: Melodia de amor (com
música de Nelson Ferreira), interpretada por Alda Verona. Um ano depois, lançou a marcha
Hino a João Pessoa (com Eduardo Souto), gravada por Francisco Alves, na
Odeon, com grande sucesso. No mesmo ano, foi nomeado para a prefeitura carioca, e compôs,
para que Orestes Barbosa estreasse como letrista, Bangalô, que foi gravada na
Victor por Alvinho. A partir desse ano, começou a colaborar na imprensa e teve, de 1933
em diante, uma seção, Broadcasting, na revista O Malho, onde permaneceu até
1935. Nesse ano lançou a valsa Há um segredo em teus cabelos (com Gastão
Lamounier), gravada por Sílvio Caldas na Odeon, e, para o Carnaval, a marcha Jóia
falsa, gravada por Gastão Formenti.
Ainda em 1935, Carlos Galhardo gravou sua valsa Cortina de
veludo (com Paulo Barbosa), e em 1937, da mesma parceria, a valsa Madame Pompadour
e a canção Lenda árabe; depois a valsa Salambô (1943) e outras, todas
com temas exóticos e misteriosos.
CONTINUA ==> http://www.cifrantiga.hpg.ig.com.br/Crono4/osvaldo_santiago.htm
Compositor d Jardineira (c/ Humberto Porto, marcha) 1939 Osvaldo Santiago morreu em 1976
03 Pula fuguera iá iá
Composer(s), autor(es)= Getúlio Marinho da Silva e João Bastos Filho 1936
http://www.geocities.com/aochiadobrasileiro/Biografia/BiografiaFranciscoAlves.htm
gravada originalmente (ou tb) por
(originally recorded (or also) by) = ?
(Alguém pode nos dizer o nome? (Can someone tell me the name?)
O bom malandro Moreira da Silva ganhava
alguns trocados a mais fazendo serestas nos morros. Foi quando conheceu o compositor
baiano Getúlio Marinho da Silva, que se encantou com sua voz. http://www.terra.com.br/istoegente/13/reportagens/rep_moreira.htm
Getúlio Marinho = Compositor. Instrumentista. Filho de Paulina Teresa de Jesus e de Antonio Marinho
da Silva, conhecido por "Marinho que toca". Aos seis anos mudou com a família
para o Rio de Janeiro. Com essa mesma idade passou a integrar o Rancho Dois de Ouro. Foi
apelidado de Amor desde a infância. Foi criado frequenrtando as casas de tias baianas
como Bebiana, Gracinda, Ciata e Calu Boneca. Participou dos primeiros ranchos
carnavalescos cariocas criados por baianos do bairro da Saúde. Saía como porta-machado
no Dois de Ouros, e desfilava ainda no Concha de Ouro. Freqüentou as rodas de samba
organzadas pelos baianos que se reuniam no Café Paraíso, situado na antiga Rua Larga de
São Joaquim, atual Avenida Marechal Floriano. Com o pioneiro Hilário Jovino Ferreira
aprendeu a coreografia dos mestres-sala dos ranchos, tornando-se um grande especialista
nesta arte. n 15/11/1889 Salvador, BA m 31/1/1964 Rio
de Janeiro, RJ
continua em http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?nome=Amor&tabela=T_FORM_A
João Bastos Filho= 1 dos compositores d Saudosa Maloca
04 Isso é lá com Sto Antonio
Composer(s), autor(es)= Letra (lyrics) = Direitos reservados - Música= Lamartine Babo
gravada originalmente (ou tb) por (originally recorded (or also) by) = ?
(Alguém pode nos dizer o nome? (Can someone tell me the name?)
referencias idolatras
06 Sonho d papel
("O balão vai subindo" .... " São João /São João /
acende a fogueira do meu coração"
Composer(s), autor(es)= Letra (lyrics) = Direitos reservados - Música= Carlos Braga e Alberto Ribeiro
gravada originalmente (ou tb) por (originally recorded (or also) by) =
07 Capelinha d melão
Composer(s), autor(es)= Letra (lyrics)= Direitos reservados - Música= João d Barro, Alberto Ribeiro e Mellany
gravada originalmente (ou tb) por (originally recorded (or also) by) = ?
(Alguém pode nos dizer o nome? (Can someone tell me the name?)
08 Cai Cai balão
Composer(s), autor(es)= Letra (lyrics)= Direitos reservados -
Música= Assis Valente
gravada originalmente (ou tb) por (originally recorded (or also) by) = ?
(Alguém pode nos dizer o nome? (Can someone tell me the name?)
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As músicas cantadas nas festas juninas de Norte a Sul do Brasil são, quase
todas compostas na década de 1930 ! (e hoje, (2004) contionua firme !! )-
com exceção do repertório composto e/ou gravado por Luiz Gonzaga e Jackson do
Pandeiro, dos anos 40 e 50 e predominante no Nordeste (ver filme Viva São João,
de Andrucha Waddington). A partir de 1933, as gravadoras identificaram neste ciclo de
festas populares o que hoje seria chamado de "nicho de mercado". O grande
sucesso desse ano foi "Chegou a Hora da Fogueira" (Lamartine Babo), que Carmen
Miranda e Mário Reis gravaram na Victor com grande arranjo de Pixinguinha. Carmen e
Mário repetiram a fórmula no ano seguinte, com "Isto é Lá com Santo
Antônio!" (Lamartine Babo). Já o sucesso junino de 1935 coube a Carmen: "Sonho
de Papel" (Alberto Ribeiro, 1935) ("O balão vai subindo/ Vem caindo a
garoa..."). A irmã de Carmen, Aurora, estreou gravando com Francisco Alves em
"Cai, Cai Balão!" (Assis Valente, 1933). O Rei da Voz chegou a lançar DOIS
discos juninos em 1935. Já no ano seguinte, Chico Alves só registrou uma música junina,
"Pula a Fogueira" (Getúlio Marinho - João Bastos Filho). A fogueira do gênero
estava apagando. Aliás, é sintomático que o disco de Orlando Silva com "História
Joanina" (sic) (Leonel Azevedo - J. Cascata) tenha saído somente em julho de 1936.
Já não era uma música para cantar pisando nas brasas, e sim tendo a festa de São João
como cenário. E é dessa forma que, as festas juninas ainda continuaram a aparecer no
repertório urbano - por exemplo, o amor de Noel Rosa e Ceci nasceu, como bem diz o samba
"Último Desejo", de 1937, numa festa de São João; já Lupicínio
Rodrigues culpa o santo por não conseguir seu amor fazendo uma simpatia em "Pra São
João Decidir", de 1952 (parceria com Francisco Alves).
Não sei exatamente por que os compositores pararam de fazer músicas juninas. O mais
provável é que as gravadoras tenham se desinteressado do negócio, pois era um produto
que só vendia no início de junho (geralmente estas músicas eram gravadas no final do
mês anterior! - "Cai, Cai Balão" foi registrada em 22 de maio...).
http://www.brasileirinho.mus.br/arquivomistura/03-230603.htm
(Clique esta flecha pra voltar à página inicial de "compositores" ) ===========>
O DIREITO AUTORAL
Nei Lopes
O grande compositor Zé Keti, glória da Portela, do samba e da música popular
brasileira, falecido em 1999 aos 78 anos de idade, pelo menos duas vezes esteve no centro
de polêmicas envolvendo direitos autorais. A primeira foi em 1954 quando teve
levianamente (o trocadilho é inevitável) colocada em dúvida sua autoria sobre o samba
Leviana, seu primeiro sucesso, gravado por Jamelão. O fato motivou, inclusive, seu
primeiro afastamento da escola da águia.
O segundo caso, aí já chegando aos tribunais, foi o rumoroso caso Máscara
Negra, motivado pelo sucesso da antologia marcha-rancho. Felizmente, Zé Keti
saiu-se honrosamente na querela, ganhando, em todas as instâncias, os direitos morais e
patrimoniais sobre a co-autoria.
O que pouca gente sabia, porém, é que, autor zelosamente profissional, Zé Keti demonstrava posições claras a respeito da questão dos direitos autorais, o que até hoje é exceção entre os compositores, sem distinção de segmentos, escolaridade ou classes sociais.
Em novembro de 1967, por exemplo, depondo no Congresso, em uma CPI sobre o tema, dizia
que encarava o problema no seu todo e não como caso pessoal, achando que os editores só
deveriam receber comissões de 25% sobre músicas regravadas, quando partisse deles a
iniciativa de providenciar a realização do disco: Atualmente, eles reclamam
sempre, mesmo que o autor se entenda diretamente com a gravadora ou com o cantor
declarava ele, naquela ocasião ao extinto jornal Correio da Manhã. E essa
posição é absolutamente correta pois, desde que o negócio da música passou a girar em
torno da vendagem de discos e não de partituras, como era no passado, o editor passou a
ser um mero agente, intermediário entre o compositor e a gravadora. E se ele não
trabalha para colocar a música no disco, é óbvio que ele não deveria ter direito à
comissão. Só que as editoras funcionam, hoje, mais como agentes financeiros, em cujos
balcões os autores negociam seus direitos. E aí o buraco é mais embaixo.
Mas mesmo autoralmente lúcido, Zé Keti, como a maioria, tirava um pouco o corpo fora,
achando que os doutores é que podiam resolver os problemas da categoria
profissional dos compositores. Em janeiro de 1974, por exemplo, a propósito da criação
do ECAD, ele declarava a O Globo:
Com o novo código que vai entrar em vigor a partir desse mês, será regulamentado em todo o Brasil o processo de arrecadação dos direitos autorais. Agora, os usuários terão que pagar ao pé da letra. Muito bem. Os lucros serão redobrados, certamente irão aumentar o número de fiscais e a máquina administrativa. Os dividendos para as sociedades representantes dos autores serão bem maiores. Mas até agora ninguém falou em compositor, que é o mais importante no caso. Eu só quero ver como a gente vai ficar nesta parada, principalmente os que ainda estão produzindo, isto é, gravando. Vou fazer esta pergunta ao compositor Osvaldo Santiago, da UBC, que está dentro, e aos doutores Daniel Rocha e Danilo Martins, da SBAT, que são os mestres no assunto e que podem defender o bem estar do compositor. Porque mexer com direito autoral é o mesmo que mexer com casa de marimbondo: tem que ter muito cuidado..
Zé Keti era o que hoje chamamos um compositor autoralmente correto, ou seja, pensava o direito autoral dentro de sua lógica complexa, embora defendesse alguns pontos de vista polêmicos, como o tratamento assistencialista pelas sociedades de gestão. A correção de seu raciocínio básico pode, por exemplo, ser vista nesta declaração publicada pela Folha de São Paulo, nos anos 70:
A nova modalidade de arrecadação e distribuição de direitos autorais está interessando altamente à classe de compositores e autores, que vêem na montagem da nova máquina arrecadadora, que está se formando, uma maneira de fugir do círculo vicioso já existente, sem renovações, apesar de 30 anos de reuniões e assembléias. Sem, contudo, as mesmas trazerem para os seus quadros associados uma mecânica progressiva, renovadora, pela qual os autores possam respirar em ar novo, sem a poluição do egoísmo, das reuniões articulares e da lei de Murici, o que quer dizer, cada um trata de si. Ou, também, podemos usar aquele ditado quem está fora não entra, quem está dentro não sai.
A criação do ECAD, como sabemos, apresentou um avanço no sistema de cobrança dos direitos autorais no Brasil: antes, cada sociedade arrECADava por seus sócios e distribuía segundo seus próprios critérios, quase sempre discriminatórios, eivados de compadrios e safadezas, e ditados principalmente pelos interesses editoriais que se sobrepuseram aos dos autores. A insatisfação contra esses critérios, seguida sempre de rachas e cisões, é que fez aumentar o número das sociedades brasileiras. Hoje, embora a forte influência dos editores permaneça, pelo menos a cobrança é unificada, isto é, todos os direitos de autores e intérpretes gerados pela execução pública de música no Brasil, passam pelo ECAD antes de chegarem, através de uma distribuição teoricamente técnica, a cada uma das sociedades.
Um outro vício de percepção de Zé Keti com relação à questão autoral, aliás muito comum, era enxergá-la pelo viés do assistencialismo.
O compositor declarava à Folha de São Paulo, em setembro de 1976 luta durante 20 anos para fazer um repertório. Grava mais de 200 composições, a idade chega, ele fica velho, deixa de gravar, mas o povo cantou nesses 20 anos suas canções. Esse compositor é esquecido porque apareceram novos compositores, porque o repertório estrangeiro toca 90% diariamente na rádios brasileiras, como todo mundo sabe. E o compositor brasileiro, que tanto colaborou com o cancioneiro popular, que já não grava mais, que tem as suas mais de 200 composições e já está se aposentando? Será que o ECAD vai garantir esse direito que custou suor e lágrimas durante todo o tempo?.
Zé Keti não percebia que uma obra musical é como uma propriedade, um edifício, uma fazenda, que o dono construiu aos poucos. Se o edifício ficou inabitável ou inviável economicamente ou se a fazenda ficou improdutiva, e se não há como vendê-los ou aos seus frutos, não tem jeito. Aposentadoria é com INSS, previdência privada... é outra história!
O problema crucial do autor e do intérprete de música, no Brasil, é a ficção jurídica que junta, sob a mesma rubrica de titulares de direitos autorais tanto os artistas criadores quanto as companhias que exploram economicamente suas obras, todas integrantes de grandes conglomerados transnacionais.
A ficção se assenta na figura da cessão de direitos, ato jurídico pelo qual o autor, ao invés de apenas conferir ao editor poderes para administrar a sua obra, transfere a ele todos os direitos sobre ela, conservando tão somente aqueles chamados personalíssimos, como os de ter seu nome ou pseudônimo vinculado à sua criação, por exemplo.
E isso o nosso Zé Keti não chegou a entender muito bem. E seus herdeiros, hoje, certamente recebem direitos autorais mas não são efetivamente donos de sua obra. Mesmo porque a verdadeira face do Direito Autoral no Brasil ainda está sob o disfarce de uma imensa máscara negra.
Nei Lopes é autor, entre outros livros, de "Zé Kéti, o samba
sem senhor"
Coleção Perfis do Rio, Relume Dumará, 2000
http://www.amar.art.br/persona/personalidade_03.htm
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